O perfeccionismo não é sinal de força – é sinal de vigilância antiga.
Uma criança que aprendeu que só seria amada se fizesse tudo certo, cresce tentando ser impecável pra não ser rejeitada.
Por trás disso, quase sempre há uma história de amor condicionado:
“Eu só valho quando entrego.”
“Só posso relaxar quando tudo estiver certo.”
Mas a vida adulta pede outra coisa: humanidade.
Essa semana, relembrei o trecho da foto, ele é do livro ‘Meu corpo, minha casa’, da Rupi Kaur. Eu fiquei pensando no quanto, às vezes, o perfeccionismo veste terno e fala de produtividade, mas o que ele carrega, na verdade, é solidão e culpa.
Quando vivenciamos isso, é comum acreditar que a saída é se provar cada vez mais – como se, ao alcançar um ideal de perfeição, finalmente fôssemos sentir paz.
Mas qual o custo desse movimento?
Quantas inseguranças ele carrega, ou até desperta?
Talvez a saída não seja se provar mais, seja aprender a sentir menos medo de não ser “bom o suficiente”.
🌾 Que esse lembrete encontre quem vive tentando ser perfeito, quando o que falta, na verdade, é permissão pra ser.
💬 E pra você – o que o perfeccionismo tenta proteger?
(Pergunta que vale uma pausa antes de seguir o dia.)


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