Quando nos escutamos, será que ouvimos de fato a nossa própria voz ou apenas repetimos ecos do passado?
Ao longo da nossa vida, recebemos inúmeras vozes externas – expectativas, críticas, comparações, elogios. Essas vozes têm seu valor, pois ajudam a compreender quem somos e a nos relacionar com o mundo. Mas, para que esse processo seja saudável, é essencial distinguir o que realmente faz sentido do que já não nos serve mais.
Muitas vezes, sem perceber, seguimos repetindo esses discursos. Ficamos tão habituados a atender expectativas da família, amigos, redes sociais e cultura, que esquecemos de olhar para as próprias necessidades emocionais, valores e desejos.
Na Terapia do Esquema, compreendemos que dar ouvidos somente a essas vozes externas pode reforçar padrões de autocrítica e nos afastar de quem somos – ou de quem gostaríamos de ser. Escutar a si mesmo não significa simplesmente ‘fazer o que dá vontade’ ou ignorar o mundo externo, mas sim aprender a analisar:
* o que vem de fora (vozes aprendidas ao longo da vida) – e avaliar se faz sentido
* o que é genuinamente nosso – sentimentos, necessidades e valores que desejamos sustentar
Esse é um processo de autoconhecimento que conduz a uma vida mais autêntica, menos guiada pelas expectativas externas e mais conectada ao que realmente precisamos. Nem sempre é fácil: exige desapegar do confortável – mesmo quando não faz bem – e se abrir ao novo, dando espaço à própria voz, às escolhas e aos desejos.
Na psicoterapia, é possível descobrir, juntos, o que a tua voz tem a dizer.
Como dizia Belchior:
“No presente, a mente, o corpo é diferente
E o passado é uma roupa que não nos serve mais” 🎶


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